Poema que não deu
certo
Os poetas gostam de gato,
Quase sempre falam de gatos
Chega a ser intrigante falarem tanto dos gatos
O gato de Baudelaire, Ode ao gato de Neruda,
Onírica de Quintana, O gato tranquilo de Cassiano
Ricardo,
Lições de um gato siamês de Gullar... a lista é extensa
Seria o mistério que ronda esses bichos
Saltimbancos e independentes
Pra contrariar, falarei dos cachorros
Ou seria melhor cães?
Esbarro na escrita
Mas o melhor amigo do homem
Merece também homenagem
É raro ver latidos em poesias
Já ouvi, mas nunca li
Ronronar, miados eu leio sempre
E ouço também às vezes
Quando cismam madrugar telhado afora
Outras sim no muro
Banhados em luz prateada
A gata miando no cio
Para o gato que joga seu charme
Em lentos abanos plumosos da cauda
Em seus olhos o lume da noite morna
Brilham feito estrelas jogadas em céu escuro
Repleto de envolvente mistério
Já estou cá, falando
dos gatos
Não sei que diabos tem esses felinos
Que não deixam a gente em paz
O melhor amigo do homem é o cachorro
E do poeta é o gato.
E. Manja/2013
E. Manja/2013

Amei! Afinal, amo poesia e também gatos rs.
ResponderExcluirObrigada amiga, engraçado, quando publiquei essa poesia a primeira pessoa que me veio a cabeça foi vc, essa coisa misteriosa que tem os gatos, o hábito noturno e independente o jeitinho de viver deles, parece que vivem absortos em seu próprio universo, isso me lembrou muito vc, eu sei que ama gatos daí eu pensei: essa é para Deo.
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