O quartzo e a poesia
O Quartzo rutilado é um cristal que traz em seu interior, fragmentos em forma de agulhas douradas do mineral rutilo, segundo astrólogos, tais agulhas, refletem a luz das estrelas longínquas, seu brilho estimula a comunicação e o conhecimento. A poesia, análoga ao Quartzo rutilado, por meio de fragmentos de lirismo, também comunica e traz conhecimento, de maneira prazerosa e mágica.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Eros e Psique - Fernando Pessoa
Um fragmento de reflexão com Fernando Pessoa
Uma das narrativas greco-mitológicas mais linda que já li, nos remete à uma maravilhosa reflexão a cerca do ser e dos conflitos existentes na alma humana.
O aspecto mítico anunciado já título do poema, traz a figura lendária de Eros que é o Deus do Amor segundo a mitologia grega, filho da deusa Afrodite, esta possui um caráter corrupto e provocador; Psiquê é uma jovem donzela humana que de tão arrebatadora beleza era adorada como uma deusa, angariando desta forma os ciúmes de Afrodite. A narrativa tradicional do amor entre Eros e Psique ressalta que na verdade ambos são um só. E é esse ponto que Fernando Pessoa aborda no poema, unindo as forças polarizadoras do ser, ou seja, os polos do bem e do mal, do sagrado e do profano, da luz e da treva, do certo e do errado que inevitavelmente habita em cada um de nós, apesar de sermos um, transitamos sempre entre dois polos, assim, o mito demonstra como juntos são unos, como o yang e yin do Tao.
REFERÊNCIAS
Publicado pela primeira vez in Presença, n.os 41-42, Coimbra, maio de 1934
POESIAS – Fernando Pessoa. Disponível em: http://www.insite.com.br/art/pessoa/cancioneiro/182.php
sábado, 27 de julho de 2013
Poema que não deu
certo
Os poetas gostam de gato,
Quase sempre falam de gatos
Chega a ser intrigante falarem tanto dos gatos
O gato de Baudelaire, Ode ao gato de Neruda,
Onírica de Quintana, O gato tranquilo de Cassiano
Ricardo,
Lições de um gato siamês de Gullar... a lista é extensa
Seria o mistério que ronda esses bichos
Saltimbancos e independentes
Pra contrariar, falarei dos cachorros
Ou seria melhor cães?
Esbarro na escrita
Mas o melhor amigo do homem
Merece também homenagem
É raro ver latidos em poesias
Já ouvi, mas nunca li
Ronronar, miados eu leio sempre
E ouço também às vezes
Quando cismam madrugar telhado afora
Outras sim no muro
Banhados em luz prateada
A gata miando no cio
Para o gato que joga seu charme
Em lentos abanos plumosos da cauda
Em seus olhos o lume da noite morna
Brilham feito estrelas jogadas em céu escuro
Repleto de envolvente mistério
Já estou cá, falando
dos gatos
Não sei que diabos tem esses felinos
Que não deixam a gente em paz
O melhor amigo do homem é o cachorro
E do poeta é o gato.
E. Manja/2013
E. Manja/2013
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